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11/08/2017 - 13:49

Ensinar o amor nos tempos do cólera

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O escritor Gabriel García Márquez, Gabo como era carinhosamente chamado entre seus conterrâneos colombianos, publicou em 1985 a obra “O Amor nos Tempos do Cólera” e contou ao mundo a história sobre uma relação de afeto profundo que trespassou décadas. O nascimento de um filho causa um sentimento igual e dúbio, que oscila entre a aflição e o êxtase. Tal como o amor.

Atualmente o maior desafio de quem cria e educa seu rebento para o mundo é como podemos ensinar alguém a amar em tempos de ódio. Sim; cólera é uma doença e também uma forma de interpretação da ira. A cada dia nossas crianças são expostas a diversas situações em que é mais fácil gerir e disseminar a discórdia do que lutar por buscar fazer através das diferenças da sociedade um lugar melhor para todos.

Hoje, a missão primordial de qualquer pai é ensinar a amar em tempos de cólera. Legar para as gerações futuras que podemos tirar o máximo de proveito do desequilíbrio de entre as idéias para aplicar em prol do bem comum pode ser inebriante, aproveitando o melhor de cada pensar.

A inocência – essência máxima da virtude em uma criança – em nossos filhos deveria ser eterna, pois o brilho no olhar do infante é capaz de cegar a alma da gente e mostrar o melhor que um dia já fomos. Ser pai é ter em mãos um poder inigualável, puro, verdadeiro, sincero e honesto que é o de que forma podemos construir o amanhã: com mais amor ou afogados em cólera.

Gabo dizia em sua publicação que “devemos ensinar a pensar no amor como um estado de graça que não era meio para nada, e sim origem e fim em si mesmo”. Algo que a paternidade nos oferta a cada segundo de convívio.

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